Dois anos e uns pozinhos depois, de volta à carga. Não sendo propriamente uma resolução de Ano Novo, proponho-me a retomar o caminho de divulgação de música, música e mais música. Se alguém seguir este caminho, fantástico. Se não, serve para desenferrujar a escrita e obrigar-me a vasculhar de novo à procura de artistas que só esperam ser descobertos. Uma, duas ou mais vezes por semana, sugestões de bandas, músicos, sites e outros recursos, programas de TV e rádio e claro, festas! Com o depósito atestado, sigamos então viagem.
E hoje, Abaji.
Abaji é um músico libanês com ascendência com raízes na Arménia, Grécia, Síria e Turquia. Para um músico, um excelente ponto de partida. Começou a tocar guitarra aos 11 anos, experimentando desde cedo vários instrumentos como o clarinete, o alaúde, o bouzouki (instrumento de cordas de origem grega), flautas e percussão. De todas estas experiências, surge a sua capacidade de transformação e alteração dos instrumentos, bem como de os sintetizar em busca dos seus sons favoritos, os da música indiana, oriental e o blues.
É desta deliciosa amálgama que surge a sua música, editada em 5 álbuns em nome próprio (Paris Beyrouth, 1996, Bedouin' Blues, 2000, Oriental Voyage, 2003, Nomad Spirit, 2005 e o mais recente, Origine Orients, editado em 2009) bem como em várias compilações, como Desert Blues 2, Diaspora of Rembetiko (uma compilação deste estilo musical, conhecido como o blues grego) e Emociones, um álbum que celebrou os 25 anos da editora alemã Network Medien.
Compositor, multi-instrumentista e cantor em 6 línguas (francês, inglês, árabe, grego, turco e arménio), Abaji tem a capacidade de criar ambiências que nos transportam pelos vários mundos que habitam nele, sem nunca esquecermos de onde partimos. Para comprovar a excelência da sua música, a música que aqui deixo é um exemplo magistral da bela complexidade das simbioses criadas por este artista. Trance Eastern Blues, do álbum Nomad Spirit, é uma viagem que começa algures em Nova Orleães, cruza o atlântico até ao Norte de África e leva-nos em cerca de 7 minutos até ao Próximo Oriente, deixando-nos já com vista sobre a Índia. Uma viagem a não perder.
E hoje, Abaji.
Abaji é um músico libanês com ascendência com raízes na Arménia, Grécia, Síria e Turquia. Para um músico, um excelente ponto de partida. Começou a tocar guitarra aos 11 anos, experimentando desde cedo vários instrumentos como o clarinete, o alaúde, o bouzouki (instrumento de cordas de origem grega), flautas e percussão. De todas estas experiências, surge a sua capacidade de transformação e alteração dos instrumentos, bem como de os sintetizar em busca dos seus sons favoritos, os da música indiana, oriental e o blues.
É desta deliciosa amálgama que surge a sua música, editada em 5 álbuns em nome próprio (Paris Beyrouth, 1996, Bedouin' Blues, 2000, Oriental Voyage, 2003, Nomad Spirit, 2005 e o mais recente, Origine Orients, editado em 2009) bem como em várias compilações, como Desert Blues 2, Diaspora of Rembetiko (uma compilação deste estilo musical, conhecido como o blues grego) e Emociones, um álbum que celebrou os 25 anos da editora alemã Network Medien. Compositor, multi-instrumentista e cantor em 6 línguas (francês, inglês, árabe, grego, turco e arménio), Abaji tem a capacidade de criar ambiências que nos transportam pelos vários mundos que habitam nele, sem nunca esquecermos de onde partimos. Para comprovar a excelência da sua música, a música que aqui deixo é um exemplo magistral da bela complexidade das simbioses criadas por este artista. Trance Eastern Blues, do álbum Nomad Spirit, é uma viagem que começa algures em Nova Orleães, cruza o atlântico até ao Norte de África e leva-nos em cerca de 7 minutos até ao Próximo Oriente, deixando-nos já com vista sobre a Índia. Uma viagem a não perder.
Abaji - Transe Eastern Blues